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26/06/2003 15:59
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- Ser uma pessoa pop é não ter constrangimento de ver tudo, de ouvir tudo. É cretino viver em um mundo dinâmico e dizer que só gosta de música instrumental.
É assim, como essa maleabilidade essencial aos dias de hoje, que essa carioca que mora em São Paulo leva à vida. Fernanda sempre gostou de ler e escreve continuamente desde os oito anos. Nascida em Niterói, sua formação literária foi em parte constituída durante a travessia da Baía de Guanabara em barcas ou ônibus.
Dedicou-se aos livros com vontade. É leitora de clássicos, como Hemingway, José Lins do Rêgo, Machado de Assis, Baudelaire, Fitzgerald Shakespeare, Thoman Mann, Balzac, Faulkner e Truman Capote, e também de escritos perecíveis, vide os assinados por Sidney Sheldon e Cassandra Rios. Depois de cursar Letras na Universidade Federal Fluminense, Jornalismo na Hélio Alonso e Rádio e Televisão na FAAP, todos os cursos incompletos, jura que nunca mais pisará de novo num campus universitário, embora tenha sido aprovada no vestibular de Filosofia.
Parece que a falta de graduação não faz diferença para Fernanda, que e seis anos publicou os livros Vergonha dos Pés, A Sombra de Vossas Asas, Carta para Alguém bem Perto, As Pessoas dos Livros e O Efeito Urano Obras sutilmente autobiográficas que são assunto obrigatório em rodas de modernos, mesmo que, às vezes, esses livros recebam algumas críticas negativas.
Em 1995, foi roteirista do programa A Comédia da Vida Privada. Agora assina, ao lado do marido, o publicitário Alexandre Machado, 42, o seriado Os Normais. A criação da dupla, o casal Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres), logo devem chegar à tela grande. Ainda tem um roteiro de curta-metragem em fase de produção e escreveu, em parceria com Machado, um roteiro de longa-metragem.
E não é apenas a cabeça que Fernanda põe para trabalhar sem piedade. Divide seu tempo entre a musculação, assessorada por um personal trainer, o jogging e o balé clássico. Mantém também como hobby a fotografia, principalmente auto-retratos - na revista s/n, de Bob Wolfenson, publicou dois cliques dela mesma ao estilo do trabalho do mestre norte-americano Man Ray.
A multimídia também é chegada em moda. Foi definida por Glória Kalil no livro Chic - Um Guia de Estilo como a representação do estilo moderno.
Fernanda adora mesclar tudo. Possui uma das maiores coleções do Brasil de pulseiras de baquelite das décadas de 20, 30, 40 e 50, mantém a pele alva, os cabelos curtíssimos e várias tatuagens espalhadas pelo corpo.
Pop é pouco para essa eternamente jovem mulher.
enviada por Murial
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